Lendas

TORROSELO:
A lenda, transmitida oralmente de geração em geração, conta que na Fonte dos Moiros, localizada em Torroselo, vive uma moura jovem e formosa.
A descrição popular refere que a moura tem umas grandes arrecadas de ouro, em forma de pirâmide, a penderem-lhe das orelhas. Esta é uma lenda comum na região da Serra da Estrela, onde muitas histórias de mouras encantadas que aparecem em fontes, grutas ou castros são partilhadas entre as comunidades.
Embora detalhes específicos sobre como quebrar o encanto ou interações precisas com habitantes locais possam variar na tradição oral, a presença da moura na Fonte dos Moiros é a lenda mais diretamente associada a esta localidade em registos de folclore.

FOLHADOSA:
Há muito tempo, as terras que hoje formam a nossa pátria - Portugal - eram habitadas por gente vinda do Norte de África. Chamavam-se Árabes, também conhecidos por Mouros. O nosso primeiro Rei - D. Afonso Henriques - não os queria cá e começou a lutar com os reis mouros para que eles se fossem embora. Os reis mouros eram ricos, poderosos e tinham muitos soldados, mas o nosso rei e a sua gente, com a ajuda de Deus, venceram. Os mouros fugiram todos, só uma mourinha muito linda e muito boa, ficou. Quis aprender a doutrina de Jesus e foi baptizada. Casou com um guerreiro de Cristo e vieram viver para a nossa terra. Era a filha mais velha (a mais idosa) de um Emir - chefe Mouro -. Quando este se ia embora, junto ás pedras do bom nome, olhou cá para baixo e cheio de pena disse:
- Ali fica a minha filha idosa.
A partir desse momento, aquele lugar passou a ser conhecido por Filhadosa. Com o decorrer do tempo transformou-se em Folhadosa.

Há muitas lendas sobre a Senhora da Ribeira; mas a mais conhecida é esta: numa aldeia chamada Lourosa, para os lados de Arganil, no Distrito de Coimbra, havia uma mulher que tinha uma filha de nove a dez anos, muda de nascença. mais tras que du guar deram é a ou nagas de - aos mais velhos que tomassem conta da filha. E assim faziam. Mas houve um dia em que os companheiros se queixaram à mãe:
- Olhe que a sua filha chega a um certo sítio perto da Póvoa das Quartas e desaparece que ninguém a vê, só aparece quando começamos a juntar o gado.
- Onde te metes, rapariga, que ninguém te põe os olhos em cima?- Perguntava-lhe a mãe arreliada. A mãe ficou zangada, foi ter com a filha ao quarto e encontrou-a toda entretida aos beijos a uma boneca de pau. Tirou-lha para a queimar. A garota aflita gritou:
- Ó minha mãe não ma queime que é a Senhora da Cavaquinha (Cavaquinha era o ceptro, o sinal da rainha).
É a Senhora da Cavaquinha. Deu-se o milagre de a menina falar. Correu por toda a parte a notícia e nesse lugar ergueu-se uma capela em louvor da Senhora que viria a chamar-se Senhora da Ribeira.